quinta-feira, 24 de novembro de 2011

Do bom

Senti o teu corpo encostando no meu, roçando no meu. Deslizando sobre o meu. Senti o meu ventre se comprimir, minhas pernas bambearem e por um instante entrei em conflito. Depois disso foi instantâneo. Eu já não comandava meus instintos. Comecei a cravar meus dentes nos teus lábios, minhas unhas nas tuas costas, no teu corpo inteiro. Eu tentei me deixar ali, me segurar ali pra quem visse teu corpo depois daquela tarde pensasse ''Tem dona.'' E eu o fiz. Gemi palavras desconexas por minutos. Eu senti você povoando meus poros. Gritei, implorei por mais. Meus pêlos se levantaram em questões de segundos, todos em comum acordo quando você arrastou os lábios pela minha nuca. Eu não conseguia raciocinar, na verdade, a única coisa que consegui pensar foi :'' Meu Deus, que libido do cassete.'' Eu te senti. Você me sentiu, eu sei. Não consegui ficar nenhum minuto a mais entre suas pernas. Saí quase cambaleando até o outro lado da cama. Soltei uma gargalhada estridente e você pareceu me olhar como se não entendesse nada, daí eu te olhei... A gente se encontrou e eu te pedi cheia de tesão e intenção - Me prova de novo. E de novo. E de novo.

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