segunda-feira, 28 de novembro de 2011

Inversão de Papéis

Desliguei.
É isso aí. Eu apertei o grande botão vermelho que fica no meu imaginário e, simplesmente, d-e-s-l-i-g-u-e-i. Como é difícil ficar ''ON'' a todo momento. Eu leio, vejo, presencio coisas que eu não queria presenciar, eu não queria participar de muitas coisas, mas de alguma forma sou obrigada.
Eu respondo aos estímulos, ao contato físico. Mas emocionalmente estou desligada, ainda mais quando é uma aproximação sua. Aí sim eu me desligo totalmente, venho tentando não sentir nada, tento entorpecer quando sei que você está por perto. Daí perco o foco da visão, tento te colocar sempre no ponto cego. Não tem jeito. Você precisa ser percebido e parece que sabe aonde afetar. Vem com uma artilharia pesada que desarma a minha retaguarda, e me deixa sem saber o que fazer.
Eu acho até que você gosta dessa situação ridícula, desse joguinho sujo. E eu acho que conheço o motivo que te faz gostar tanto assim disso tudo. Só assim tu é notado, tu é ressaltado.
Massageia o ego ter alguém te dizendo coisas que a tempo tu não escuta, não é? Quem é visto não é lembrando, certo? Vamos fazer um pouco de loucura ali, por um pouquinho de encenação, de drama. Tu se sente bem montando esse teatro de Maria Moles. Todo mundo cai porque acredita na verdade da cena. O artista merece o Oscar. Quer ser indicado, reconhecido, nomeado. Eu consigo bater palma após a segunda chamada. Perfeito, perfeito. Você realmente consegue se confundir com o personagem deixando a platéia BOBA!
Te imagino lidando com alguém do teu gabarito. Não sei o que seria pior. Quem saria sangrando primeiro? Luta de titãs. De igual para igual. Assim que é bom. Enganar é como jogo de Xadrez, você precisa saber dar o CheckMat na hora certa. Posso confessar? Não vejo a hora de chegar a minha vez.

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